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Dores nas articulações: porque aparecem e o que ajuda

As dores nas articulações aparecem por desgaste da cartilagem, por inflamação da membrana sinovial, por sobrecarga ou por doenças do metabolismo, como a gota. A articulação mais atingida é o joelho, seguida das mãos, do ombro e da anca. Na menopausa as queixas surgem em várias articulações ao mesmo tempo, à medida que o estrogénio desce.

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Corte do joelho com cartilagem, menisco e membrana sinovial inflamada
Três fases da cartilagem articular lado a lado: cartilagem lisa, cartilagem adelgaçada e cartilagem muito gasta

O que causa as dores nas articulações

A causa mais frequente das dores nas articulações é o desgaste da cartilagem, a que se chama artrose. Seguem-se a inflamação da membrana sinovial, a sobrecarga por peso ou por profissão, as lesões e doenças do metabolismo como a gota.

A cartilagem é a camada de deslize entre duas extremidades ósseas. Não tem vasos nem nervos e alimenta-se do líquido sinovial, que entra e sai dela cada vez que a articulação se mexe. Por isso a imobilidade prejudica-a mais do que o movimento moderado.

Quando essa camada fica mais fina, os ossos roçam com mais força. A dor não vem da cartilagem em si, mas do periósteo, da cápsula articular e da membrana irritada lá dentro.

A sobrecarga trabalha ao longo de anos. Cada quilo de peso corporal representa várias vezes essa carga sobre o joelho a cada passo; profissões de pé, de joelhos ou a levantar peso castigam sempre as mesmas articulações no mesmo sítio.

Pomada para dores nas articulações: o que muda na pele

Uma pomada para dores nas articulações atua na zona onde é espalhada e não passa pelo aparelho digestivo. Sobre o joelho, o tornozelo, o cotovelo e os dedos há poucos milímetros de pele, e é esse o caminho até à articulação.

Pomada, creme e gel diferem sobretudo na base: a pomada é mais gorda e demora mais a entrar, o gel evapora depressa, o creme fica no meio e é o que melhor se espalha numa articulação grande.

O que interessa comparar não é a palavra escrita na embalagem, mas a quantidade de ativos por 100 ml e o valor de um dia de aplicação. O Arthrovia leva 15,5 g de ativos vegetais por 100 ml e fica em 2,44 € por dia.

Aplicar em pouca quantidade e sem massagem é o erro mais comum. Num joelho contam-se 1,5 ml, um traço de cerca de cinco centímetros, e três minutos de movimentos circulares até a pele deixar de brilhar.

Que tipo de artrose tem e como prevenir o desgaste

Quatro localizações, quatro padrões de queixa e o mesmo travão.

A artrose recebe o nome da articulação que gasta: gonartrose no joelho, coxartrose na anca, rizartrose na base do polegar e espondilartrose na coluna. Cada tipo tem o gesto que o denuncia, e é por isso que a dor muda de sítio consoante o caso. Prevenir é o mesmo trabalho em todos: peso controlado, movimento diário sem saltos e músculo à volta da articulação.

Gonartrose: o joelho

É a mais frequente e vai do grau um, com a cartilagem apenas irregular, ao grau quatro, com osso a tocar no osso. Dói a dobrar, a agachar e a descer degraus, e cede terreno quando a coxa fica mais forte.

Coxartrose: a anca

Dói na virilha e desce pela frente da coxa, às vezes até ao joelho. O primeiro sinal não é dor, é perda de rotação: calçar meias e sair do carro passam a exigir um jeito de corpo novo.

Rizartrose: a base do polegar

Atinge a articulação que faz a pinça. Abrir um frasco, rodar a chave e apertar a mola da roupa doem num ponto certo, mesmo com o resto da mão sem queixa nenhuma.

Espondilartrose: a coluna

Gasta as pequenas articulações entre vértebras, no pescoço e na zona lombar. A dor sobe ao longo do dia, aperta ao olhar para cima e alivia com movimento curto e repetido.

Dor no joelho ao dobrar e agachar: o que fazer

A dor no joelho ao dobrar e ao agachar vem da pressão entre a rótula e o fémur, que sobe à medida que a articulação fecha. O que fazer começa pelo gesto: baixar-se com os joelhos atrás da ponta dos pés, apoiar uma mão num móvel e trocar a posição de cócoras por ajoelhar-se sobre uma almofada. A seguir vem a coxa, porque músculo forte tira carga à articulação.

Agachar carrega o joelho muito mais do que estar de pé: em flexão profunda o peso do corpo apoia-se numa superfície de contacto pequena, e o que se ganha em altura perde-se em carga. Quem se baixa para o forno, para a máquina de lavar ou para o canteiro ganha em ajoelhar-se com apoio, em vez de ficar de cócoras à espera de se levantar.

Descer diz mais do que subir. A descer, a carga cai sobre um joelho ligeiramente fletido, que tem de travar o peso do corpo; quem repara primeiro aqui costuma reparar antes de qualquer outro sinal.

A dor de arranque depois de trinta minutos sentado é o segundo padrão: os primeiros passos custam e, ao fim de vinte metros, melhora. Por trás está o líquido sinovial, que só volta a espalhar-se com movimento.

Um joelho inchado, quente e vermelho não pertence a esta lista. É outro tipo de quadro, com outra origem, e segue outro caminho.

Mulher de cerca de 60 anos a subir as escadas de um prédio, com a mão direita no corrimão e a esquerda apoiada no joelho

Artrose na anca: como se manifesta e o que alivia

A artrose na anca, ou coxartrose, manifesta-se por dor na virilha que desce pela frente da coxa e chega muitas vezes ao joelho. O primeiro sinal costuma não ser dor, mas perda de rotação: calçar meias, cortar as unhas dos pés e sair do carro passam a exigir um jeito de corpo novo. Alivia com movimento regular, menos peso a carregar e aplicação dirigida à zona.

A anca engana porque a dor aparece longe da articulação. Há quem trate um joelho durante meses quando a articulação gasta está trinta centímetros acima; já a dor na parte de fora da bacia, ao deitar-se sobre esse lado, costuma vir do tendão glúteo e não da anca.

Os exercícios para a artrose da anca que se fazem em casa são três. Deitado de costas, levar um joelho ao peito devagar e voltar. Deitado de lado, levantar a perna de cima cerca de um palmo, com o pé apontado em frente. De pé, com a mão numa cadeira, balançar a perna à frente e atrás sem forçar. Dez a quinze repetições de cada, duas vezes por dia e sempre aquém da dor; bicicleta com selim alto e natação juntam movimento sem impacto ao resto da semana.

Sobre a anca há mais tecido a atravessar do que sobre um joelho, e o que muda é o tempo de massagem, não a quantidade: um traço de cerca de cinco centímetros repartido entre a virilha e a face de fora da coxa, três minutos de movimentos circulares, duas vezes por dia. A bisnaga de 50 ml de Arthrovia dá para 16 dias a este ritmo.

Grande plano das mãos de uma pessoa com mais de 55 anos pousadas numa mesa, uma delas a massajar as articulações dos dedos da outra

Artrose nas mãos: sintomas nos dedos e exercícios que ajudam

Os sintomas da artrose nas mãos concentram-se em dois sítios: as articulações da ponta dos dedos, onde aparecem nódulos duros, e a base do polegar, que faz a pinça. Dói a abrir um frasco, a rodar a chave e a apertar a mola da roupa, e de manhã os dedos ficam presos durante alguns minutos.

A rizartrose, na base do polegar, é a que mais custa no dia a dia, porque sem pinça não há frasco aberto nem chave rodada. Nas pontas dos dedos os nódulos ficam duros e deixam de incomodar ao fim de meses; a fase difícil é aquela em que crescem, com a pele tensa por cima.

Exercícios para a artrose nos dedos das mãos, cinco minutos, duas vezes por dia: fechar a mão devagar até ao punho e abrir com os dedos bem esticados; tocar com a ponta do polegar na ponta de cada dedo, um a um; abrir os dedos em leque sobre a mesa e voltar a juntá-los. Uma bola de espuma mole serve para apertar dez vezes seguidas, e uma bola dura castiga mais do que treina.

O tratamento em casa das mãos assenta em três gestos por esta ordem: cinco minutos de água morna, exercícios a seguir, creme no fim. Entre a pele do dedo e a articulação há poucos milímetros, o caminho mais curto que existe no corpo para uma aplicação local; com o Arthrovia, a massagem faz-se dedo a dedo, da ponta para o punho, duas vezes por dia.

Artrose da coluna cervical e interapofisária posterior: tem cura?

A artrose da coluna não tem cura no sentido de repor cartilagem gasta; o que muda com trabalho são a dor, a rigidez e a força que sustenta o pescoço. A artrose interapofisária posterior é a que gasta as pequenas articulações que ligam as vértebras umas às outras, atrás do canal por onde passa a medula, e é a origem mais comum da dor cervical que aperta ao fim do dia.

Cada vértebra encaixa na seguinte por duas articulações do tamanho de uma unha, chamadas interapofisárias ou facetárias. Suportam parte do peso da cabeça e gastam-se como qualquer outra articulação. O padrão típico é dor de um lado do pescoço, que aumenta ao olhar para cima e ao manter a cabeça baixa sobre o telemóvel durante muito tempo.

A pergunta «tem cura» tem uma resposta honesta em duas partes: o desgaste que se vê numa imagem fica, as queixas mudam. Duas pessoas com a mesma coluna cervical podem viver de maneira muito diferente, e o que as separa é o músculo do pescoço, o peso do corpo e a frequência com que a cabeça sai da mesma posição.

No pescoço a aplicação faz-se com o queixo descaído para a frente, para a pele ficar esticada sobre os músculos ao lado da coluna. O creme espalha-se em dois traços verticais, da nuca aos ombros, ao lado das vértebras salientes e não por cima delas, com três minutos de movimentos circulares de cada lado.

Caminhar faz bem para a artrose?

Caminhar faz bem para a artrose quando é em piso plano, com sola amortecida e a um ritmo que ainda permita conversar. A rigidez dos primeiros minutos, que desaparece pelo caminho, é boa notícia; a dor que aumenta a cada centena de metros manda encurtar a caminhada, não desistir dela.

A conta que resulta faz-se em minutos e não em quilómetros. Começar por dez a quinze minutos seguidos, subir até trinta ao longo de algumas semanas, cinco dias por semana. Três saídas curtas no mesmo dia rendem tanto como uma longa e custam menos à articulação.

O piso decide metade. Calçada irregular e areia mole obrigam o pé a corrigir a cada passo, e essa correção sobe ao joelho e à anca; passeio plano, pista de terra batida e uma volta ao quarteirão à porta de casa servem melhor a quem já tem queixas. Bastões de marcha tiram parte da carga nas descidas longas.

Nos dias frios a articulação prende nos primeiros metros, e nesses dias o calor vem antes de sair e não depois de chegar. No regresso, quinze minutos sentado com a perna esticada e o creme espalhado no joelho ou na anca fecham a rotina sem tirar tempo ao dia.

Dor nas articulações com cansaço, febre ou garganta inflamada

Quando não dói uma articulação, mas várias ao mesmo tempo.

Dores em muitas articulações ao mesmo tempo raramente são desgaste, porque o desgaste começa pelas articulações mais carregadas. É mais frequente estarem por trás alterações hormonais, falta de vitamina B12 ou D, uma infeção recente ou uma doença inflamatória das articulações.

Depois de uma gripe

Depois de infeções virais aparecem queixas nas articulações que podem durar semanas, muitas vezes com garganta inflamada e cansaço no mesmo período. Na maioria dos casos passam sozinhas à medida que a infeção se resolve.

Falta de vitamina B12 ou D

A carência de B12 e a de vitamina D estão associadas a queixas musculares e articulares e a cansaço. Esclarecem-se com uma análise ao sangue e são mais frequentes acima dos 60 anos e em quem segue alimentação vegetariana.

Alterações hormonais

A menopausa e as doenças da tiroide mudam o tecido conjuntivo em todo o corpo. O sinal típico é rigidez de manhã em várias articulações ao mesmo tempo, e não numa só, com as mãos a reagir primeiro.

Doença inflamatória das articulações

A artrite reumatoide começa muitas vezes de forma simétrica nas pequenas articulações das duas mãos, com rigidez matinal de mais de uma hora. Distingue-se do desgaste pela simetria e pela duração dessa rigidez.

Artrose ou artrite: como se distinguem

Dois nomes parecidos para coisas diferentes: uma gasta a cartilagem, a outra inflama a articulação.

A artrose é o desgaste da cartilagem e a artrite é a inflamação da articulação por dentro. A artrose instala-se numa ou duas das articulações mais carregadas, aperta ao fim do dia e a rigidez da manhã solta-se ao fim de vinte a trinta minutos. A artrite inflamatória apanha muitas vezes os mesmos dedos de uma mão e da outra, acorda a pessoa a meio da noite e essa rigidez arrasta-se para lá de uma hora.

Artrose: cartilagem gastaArtrite: articulação inflamada
Origemcarga acumulada ao longo de anos: peso, profissão, uma lesão antigainflamação da membrana que forra a articulação por dentro
Onde começanuma ou duas articulações que aguentam o corpo: joelho, anca, base do polegarem várias ao mesmo tempo, muitas vezes nos mesmos dedos de uma mão e da outra
Rigidez ao levantarsolta-se ao fim de vinte a trinta minutos em péarrasta-se para lá de uma hora e ainda pesa a meio da manhã
Hora em que apertacresce com o uso e pesa ao fim da tardeacorda de noite e é de madrugada que aperta mais
Aspeto por foraarticulação dura e mais grossa, sem calor por cimainchada, quente e com a pele avermelhada por cima
Sinais fora da articulaçãonenhum: a queixa fica ali e não sai da articulaçãocansaço fora do costume e febre baixa no mesmo período

Os dois quadros cabem na mesma pessoa: uma artrose antiga no joelho não impede uma artrite noutra articulação. Por isso a leitura faz-se articulação a articulação, e não pelo conjunto das queixas.

Mãos a massajar creme branco com dois dedos sobre o ponto dolorido de um joelho

Bursite e epicondilite: quando a dor não vem da articulação

Muita dor que parece articular nasce mesmo ao lado da articulação. A bursite é a inflamação de uma bolsa de líquido que separa o tendão do osso, sobretudo no ombro, na anca, no cotovelo e no joelho; a epicondilite é a inflamação da inserção dos tendões no cotovelo, o chamado cotovelo de tenista. Separam-se do desgaste por três marcas: o dedo encontra o ponto exato que dói, a queixa acende num movimento certo e não com o peso do corpo, e passa em semanas.

Uma bolsa sinovial é uma almofada de líquido achatada, encaixada onde um tendão passa por cima de um osso para que deslize sem roçar. Quando inflama, incha e passa a doer exatamente ali, à porta da articulação e não lá dentro. No ombro dói ao levantar o braço acima da linha do ombro e ao deitar-se sobre esse lado; na ponta do cotovelo incha à vista, mole e redonda, depois de horas com o braço apoiado na secretária. À frente da rótula apanha quem trabalha ajoelhado, de canalizadores a quem lava o chão, e na anca assenta no trocânter, o relevo ósseo da face de fora, ponto que divide com o tendão glúteo.

A epicondilite lateral, o cotovelo de tenista, dói num ponto que se tapa com a ponta do polegar, no lado de fora do cotovelo. Acende ao apertar a mão a alguém, ao levantar uma garrafa com a palma virada para baixo e ao torcer um pano à mão. A medial, o cotovelo de golfista, faz o mesmo do lado de dentro. Nem é preciso raquete nenhuma: chegam meses de rato, de aparafusadora ou de tabuleiro carregado com o braço esticado.

Três perguntas separam estes quadros do desgaste da cartilagem. A primeira é onde dói: o dedo encontra o ponto e consegue premi-lo, enquanto a dor da artrose é surda, ocupa a articulação toda e não se aponta. A segunda é o que a desperta: a bolsa e o tendão acendem num movimento concreto e ficam calados nos outros, ao passo que o desgaste aparece sempre que a articulação recebe o peso do corpo. A terceira é o relógio: uma bursite ou uma epicondilite acalmam em semanas assim que se retira o gesto que está na origem, e o desgaste conta-se em anos.

Estes quadros ficam à superfície, e é isso que os torna fáceis de alcançar por fora: entre a pele e a bolsa do cotovelo, ou entre a pele e a inserção dos tendões, há menos tecido a atravessar do que sobre uma anca. O Arthrovia espalha-se sobre o ponto que o dedo encontrou e à volta dele, com movimentos circulares curtos e sem carregar em cima do osso saliente, duas vezes por dia. Nesses dias, o braço ou a perna ficam poupados ao movimento que acendeu a queixa.

Suplemento para dor nas articulações ou aplicação na pele

Um suplemento para dor nas articulações passa pelo estômago e distribui-se por todo o corpo; um creme fica na zona onde é espalhado. A escolha depende de quantas articulações doem e de quais delas consegue alcançar com a mão.

Quando doem uma ou duas articulações que se alcançam — joelho, ombro, mãos, zona lombar —, aplicar na pele é o caminho curto: poucos milímetros até à articulação e nenhuma passagem pelo aparelho digestivo. É esse o lugar do Arthrovia, com 15,5 g de ativos vegetais por 100 ml.

Um suplemento faz sentido noutra situação: queixas gerais, muitas articulações, uma carência confirmada por análise. O magnésio, muito procurado para as dores, atua sobretudo no músculo e na cãibra e não na cartilagem.

Há ainda quem compare pelo preço. Uma embalagem de cápsulas para trinta dias raramente diz quantos miligramas de cada planta traz; o Arthrovia diz 15,5 g por 100 ml e fica em 2,44 € por dia de aplicação.

Álcool, treino e quilos a mais nas articulações

O álcool, o treino intenso e o excesso de peso agem sobre as articulações por vias diferentes. O álcool sobe o ácido úrico e pode desencadear crises de gota; o treino provoca dor por sobrecarga nos dias seguintes; o peso multiplica a carga sobre o joelho e a anca a cada passo.

Depois da cerveja, a dor que aparece de noite num dedo do pé ou num tornozelo é o quadro clássico da gota. A cerveja pesa mais do que o vinho porque traz purinas além do álcool.

A dor depois do treino instala-se em dois dias e passa em três ou quatro. O que a distingue de um problema da articulação é passar com o descanso e voltar sempre a seguir ao mesmo tipo de esforço.

O peso trabalha em silêncio. Cada quilo a menos alivia o joelho e a anca a cada passo dado, e é o único fator desta lista que continua a trabalhar nos dias em que não se faz nada.

Água quente ou fria e os estalos sem dor

O calor serve para a rigidez e o frio para o inchaço. Água quente de manhã solta a musculatura antes dos primeiros passos; vinte minutos de frio acalmam uma articulação inchada e quente. Estalos sem dor, esses, não são sinal de desgaste.

Na prática: banho quente ou almofada térmica dez minutos antes de mexer a articulação; saco frio, com um pano pelo meio, sobre a zona inchada e nunca em contacto direto com a pele.

Os estalos que se ouvem ao dobrar os dedos ou os joelhos, sem dor e sem inchaço, vêm de bolhas de gás no líquido da articulação e de tendões que saltam sobre o osso. Sem dor associada, não indicam artrose.

O que muda a conversa é a dor a acompanhar o estalo, ou a articulação que bloqueia a meio do movimento. Aí já não é o barulho que interessa.

Movimento, calor e frio: a rotina de quem tem artrose

Contra as dores das articulações resultam quatro coisas em conjunto: movimento sem impacto, alívio de peso, calor ou frio conforme o quadro e uma aplicação dirigida à articulação. Nenhuma delas sozinha rende tanto como as quatro juntas.

  • Movimento sem impacto: bicicleta, natação, marcha. A cartilagem alimenta-se do movimento e a imobilidade prejudica-a.
  • Peso: cada quilo a menos alivia o joelho e a anca a cada passo dado.
  • Calor para a rigidez, frio para o inchaço. O calor solta o músculo; o frio acalma a membrana irritada.
  • Aplicação na pele: um creme chega à articulação por poucos milímetros de pele, sem passar pelo estômago.
  • Músculo: uma coxa forte tira carga ao joelho. Dez minutos, duas vezes por semana, chegam para começar.
  • Calçado: sola amortecida e pé seguro. É o que está entre o chão e a articulação e decide como cada passo chega lá acima.

Se uma articulação doer mais de seis semanas, acordar de noite, estiver inchada ou vermelha, ou se aparecer febre, marque consulta e peça que a observem em vez de continuar a tratar em casa.

Homem com cerca de 65 anos agachado no quintal com uma tesoura de podar, com a mão apoiada no joelho

Remédios caseiros para as dores nas articulações

Dos remédios caseiros mais falados, três aguentam-se: calor, frio e movimento regular. Compressas de requeijão e folhas de couve funcionam pelo arrefecimento que provocam e não pelo que têm dentro.

O calor é o remédio caseiro das articulações rígidas de manhã: dez minutos de almofada térmica sobre o joelho e depois mexer, por esta ordem e não ao contrário.

O frio pertence à zona inchada e quente: vinte minutos, com um pano pelo meio, nunca em contacto direto com a pele.

A alimentação trabalha devagar e por vias indiretas. Quem tem gota corta em vísceras, cerveja e bebidas com muita frutose — aí a ligação está estabelecida e o efeito nota-se depressa.

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Creme Arthrovia para as articulações: bisnaga e caixa de 50 ml com rótulo azul

Perguntas frequentes sobre dores nas articulações

Que tomar para as dores nas articulações?

Depende de quantas articulações doem. Numa ou duas que se alcancem com a mão, a aplicação na pele chega ao local por poucos milímetros. Em queixas gerais, o passo anterior é perceber a causa: análise ao sangue, peso, esforço e história das crises.

Quais são as doenças que afetam o sistema articular?

As mais frequentes são a artrose, por desgaste da cartilagem, a artrite reumatoide, de origem inflamatória, e a gota, ligada ao ácido úrico. Juntam-se a elas as tendinites, as bursites e as queixas articulares que aparecem depois de infeções virais.

Como distinguir dor óssea de dor muscular?

A dor muscular aparece depois do esforço, é difusa, dói ao apalpar o músculo e passa em dias com descanso. A dor óssea ou articular concentra-se num ponto, aparece com o movimento da articulação e não melhora apenas por deixar de treinar.

Quais são os sinais e sintomas de artrite?

Rigidez matinal de mais de uma hora, inchaço, calor e vermelhidão na articulação, queixas simétricas nas duas mãos e cansaço geral. Ao contrário do desgaste, a artrite piora em repouso e alivia com o movimento ao longo da manhã. A febre a acompanhar uma articulação inchada muda a urgência do quadro.

Água quente ou fria para a dor nas articulações?

Calor para a rigidez, frio para o inchaço. De manhã, dez minutos de calor antes de mexer a articulação; numa articulação inchada e quente, vinte minutos de frio com um pano pelo meio. Alternar os dois no mesmo dia não traz vantagem.

Estalos nas articulações sem dor são preocupantes?

Sem dor e sem inchaço, não. O barulho vem de bolhas de gás no líquido articular e de tendões que saltam sobre o osso, e aparece em pessoas de todas as idades. O que muda o quadro é o estalo com dor ou a articulação que bloqueia.

Tenho direito a reforma por artrose?

A artrose por si não dá direito a reforma. A Segurança Social avalia a incapacidade para o trabalho e não o diagnóstico: uma junta médica pontua a limitação segundo a Tabela Nacional de Incapacidades e pesa a profissão exercida. Duas pessoas com a mesma artrose no joelho podem ter decisões diferentes por trabalharem de pé ou sentadas.

Quem tem artrose no joelho pode usar salto alto?

O salto alto empurra o joelho para a frente e aumenta a pressão entre a rótula e o fémur a cada passo dado. Até três ou quatro centímetros, com salto largo e sola firme, aguenta-se em ocasiões pontuais. Para o dia a dia, sapato raso, sola amortecida e calcanhar bem seguro poupam mais a articulação.